Educação Tempo Integral

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sugestões ao Proeti-mg

Sugestões para trabalhos com Arte – Aula 1

Sugestões para trabalhos com Arte – Material do Professor

Este roteiro foi baseado num Projeto desenvolvido pelo CEE de Pernambuco idealizado para que os alunos, ao término de um curso, estejam aptos a realizar, apreciar e analisar manifestações artísticas, conhecendo-as e compreendendo-as em sua diversidade histórico-cultural.
As práticas aqui sugeridas deverão ser realizadas em sala de aula, sob a liderança dos professores e serão complementadas por sugestões de atividades para o aluno realizar em momentos oportunos.

Introdução

O sentido da Arte guarda uma essência que vive em cada um de nós: nas imagens dos nossos sonhos e desejos; nas semelhanças e diversidades dos corpos; no movimento dos gestos; na sonoridade da voz; na perfeição da natureza; nas cores e sabores dos alimentos; nos utensílios de casa; nas vitrines das lojas; nas propagandas e em todas as mídias do mundo atual.
Os conteúdos serão explorados seguindo três caminhos de vivenciar a Arte:
  • a experiência do fazer, do produzir nas diferentes linguagens de Arte;
  • a experiência do ler e analisar criticamente seu próprio trabalho e do colega, e o do artista;
  • a experiência de contextualizar, do perceber, que todo trabalho artístico é produto de determinada sociedade, em determinada época e lugar.

O plano de trabalho aqui proposto é desenvolvido em vinte aulas, organizados num bloco chamado de Origens de Nossa Identidade, onde será enfatizada a formação da identidade artístico-cultural de cada um de nós. As atividades são apresentadas de maneira contextualizada, incluindo culturas regionais e estabelecendo relações com a Arte nacional e internacional.
As aulas se desenvolvem de acordo com a seguinte estrutura:

- Pra começo de conversa (apresentação/motivação)

No início de cada encontro haverá sempre uma atividade motivadora relacionada à temática da aula – música, vídeo, imagem, dança, etc. - que será o ponto de partida para que o professor e a turma troquem conhecimentos e experiências, façam questionamentos e discutam o assunto em foco.

- Desafio criativo (desenvolvimento da atividade)

Os alunos desenvolvem a atividade prática proposta na aula, a partir do tema sugerido. O professor apresenta o desafio, conduzindo e intermediando as diferentes etapas do trabalho. As atividades envolverão materiais e técnicas que favoreçam a diversidade do fazer artístico. Mesmo privilegiando as artes visuais, pela própria facilidade de produção, as outras linguagens (música, teatro, dança) serão contempladas no decorrer das aulas. Os desafios criativos alternam atividades individuais e coletivas e o professor deverá propor diferentes formas de finalização e apresentação dos trabalhos.

- Cesta básica (material necessário)

Em todas as aulas será especificado o material necessário à realização do desafio criativo. São materiais de fácil acesso e utilização, já conhecidos pelos alunos, que poderão, inclusive, ser enriquecidos e até mesmo substituídos. É importante que o professor se organize tomando conhecimento dos materiais que serão necessários na atividade, para que possa solicitá-los aos alunos com a devida antecedência.

- Voltar para poder avançar (avaliação/sistematização)
Diante dos trabalhos apresentados pela turma, o professor deverá lembrar com o grupo as diferentes etapas percorridas durante a atividade, sistematizando, avaliando e discutindo o percurso até a produção final. É hora de levantar habilidades, competências e os conhecimentos construídos, percebendo também o quanto o grupo pode ainda avançar.

- Revirando o baú (reflexão)

Nessa etapa, serão apresentados pequenos textos – pensamentos, poesias, letras de música – para reflexão do grupo. É o momento para perceber outras possibilidades de pensar sobre o tema da aula. Revirar o baú interno, identificando modificações ocasionadas pela proposta de trabalho e conhecer pensamentos e visões de outras pessoas sobre o assunto abordado. Os textos podem motivar também a realização de atividades plásticas de interpretação.

- Esticando a conversa (desdobramentos/bibliografia)

Haverá sempre outras maneiras de trabalhar o mesmo tema e desdobrar as atividades realizadas, propondo novos caminhos de descoberta, aprofundando e enriquecendo os conhecimentos construídos. Para isso cada uma das aulas vem acompanhada de alguns textos em anexo. O professor poderá optar pela melhor forma de apresentá-los aos alunos, que poderá ser através de uma leitura oral de todo o texto ou de uma síntese dos aspectos mais relevantes. Qualquer que seja a opção do professor, é importante não negar ao aluno a oportunidade de adquirir novos conhecimentos.

- Achados e perdidos (considerações do professor)
Considerando que todo o planejamento é flexível, cada uma das aulas tomará a forma final a partir da consideração do professor e da adequação ao grupo de alunos. Na coluna “Achados e perdidos”, presente em todas as páginas, o professor fará as anotações pessoais sobre o real percurso da aula: o que deu certo, o que faltou, as intervenções necessárias, as reações do grupo e tudo o mais que ache necessário registrar. O registro baseado na experiência irá conscientizando o professor e indicando caminhos.

- Apoio didático

O assunto abordado em cada aula poderá ser pesquisado e enriquecido através de diversas fontes: livros, vídeos, filmes, sites, etc.

Enfatizamos o papel da Arte enquanto formadora da identidade cultural de cada um, tanto pela herança étnica herdada de nossos antepassados e a adquirida no convívio social, quanto pelo exercício único do fazer artístico. Em todas as atividades propostas está presente uma reflexão individual do perceber-se enquanto parte de uma diversidade cultural, que caracteriza nosso próprio modo de ser.

Este bloco é composto de cinco temas, divididos em nove aulas:
Aula 1: As múltiplas linguagens das mãos.
Aulas 2 e 3: Colcha de retalhos.
Aulas 4 e 5: Diferentes faces da máscara.
Aulas 6 e 7: Herdeiros da tribo.
Aulas 8 e 9: Espelho, espelho meu... afinal, quem sou eu?

O tema As múltiplas linguagens das mão será trabalhado em uma só aula, enfatizando as mãos como marca primeira da identidade, pois, mais que em nossos rostos, estão nas mãos as digitais que nos identificam.

A partir do segundo tema - Colcha de retalhos, o conteúdo poderá ser desenvolvido em dois encontros pela própria complexidade e possibilidade de desdobramentos.

Os conteúdos trabalhados são agrupados de acordo com os quatro eixos:
1 - Arte como linguagem visual, sonora e gestual:
  • elementos formais das artes plásticas: linha, forma, textura, cor;
  • organização dos elementos em uma composição: sequência, repetição, ritmo, simetria, alternância;
  • formas bi e tridimensionais;
  • formas orgânicas e geometrizadas;
  • efeitos de luz, sombra e volume;
  • diferentes técnicas de expressão plástica: desenho, pintura, gravura, mosaico, vitral, escultura, papel machê;
  • uso da palavra como recurso expressivo;
  • textos em prosa e verso: Luís Fernando Veríssimo, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar, Oswald de Andrade, Gonçalves Dias, Solano Trindade;
  • literatura de cordel;
  • apreciação musical de diferentes composições de autores brasileiros: Chico Buarque de Holanda, Antônio Nóbrega e Wilson Freire;
  • percepção rítmica e melódica;
  • criação de personagens e textos cênicos.

2 – Arte em diferentes lugares e épocas:
  • arte rupestre na pré-história;
  • mosaico bizantino e mosaico do século XX;
  • vitrais na Idade Média e vitrais no século XX;
  • máscaras do teatro grego, máscaras africanas e máscaras carnavalescas;
  • pintura corporal na arte indígena e na sociedade contemporânea;
  • símbolos culturais indígenas e da atualidade;
  • herança cultural negra e os artistas contemporâneos;
  • contribuição de artistas europeus dos séculos XVII e XVIII no registro das paisagens e do cotidiano brasileiro dessas épocas;
  • artistas plásticos citados: Michelangelo Buonarrotti, Maurits Cornelis Escher, Oscar Niemeyer, Antônio Gaudí, Pablo Picasso, Jean Baptiste Debret, Albert Eckhout, Franz Post, Emanuel Araújo, Rubem Valentim, Tarsila do Amaral, Marianne Peretti e os pernambucanos Romero Brito, Reynaldo Fonseca e Vicente do Rego Monteiro.

3 – Arte no cotidiano:
  • características artísticas de diferentes grupos sociais;
  • diversidade cultural brasileira: heranças indígenas, africanas e europeias;
  • tradições presentes na memória cultural;
  • diferentes conotações da Arte;
  • regionalismo: Feira da Sulanca, Papangus;
  • festas populares e máscaras.

4 – Arte e tecnologia:
  • formas contemporâneas da arte: instalação, montagens;
  • cinema como motivação e desdobramento de atividades;
  • registro sonoro de trabalhos realizados;
  • vídeo como um amplo recurso de expressão plástica, musical, corporal;
  • CDs, fitas e TV enquanto recursos de divulgação da criação artística.

Ao fazer a avaliação da aula, o professor verificará que foram explorados, pela própria necessidade do grupo, outros conteúdos além dos citados. Sempre que possível, devem-se estabelecer relações com as demais disciplinas, aproveitando a capacidade de articulação que os conteúdos da Arte permitem.
Fazer a síntese do que foi trabalhado, como foi trabalhado e de toda a produção realizada facilitará a fundamentação da avaliação da Arte, tornando os critérios mais transparentes. É sempre oportuno lembrar que a avaliação em Arte é complexa por lidar com formas de expressão muito individuais. Pensando assim, o professor deverá ter um olhar sensível para todas as possibilidades de observação das diferentes formas de expressão e de envolvimento de cada um dos alunos no processo de elaborações criativas: no pensar, no falar, no fazer. É importante perceber como os alunos interagem nas atividades coletivas, estabelecendo relações entre os conhecimentos construídos e lidando com as informações adquiridas.

Aula 1: As múltiplas linguagens das mãos

Ao final dessa aula, os alunos deverão ser capazes de:
  • Perceber as mãos como elementos de identidade, expressividade e comunicação.
  • Promover descobertas sensoriais.
  • Pesquisar diferentes formas de organizar e ordenar desenhos.

- Cesta básica (material necessário)
* papel branco A4; lápis preto; lápis de cor; caneta hidrográfica; tesoura; cola; cartolina preta.

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